Explorando a Interseção da Psicologia, Espiritualidade e Ciência
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Seremos Imortais?
Em 6 de Outubro de 2012 , Laurent Alexandre participa da Conferência TEDx com uma discussão intitulado:
"O declínio da morte: Rumo a uma imortalidade em um futuro próximo? " .
É Possível assistir em qualquer idioma através da legenda.
TEDxParis le 6 octobre 2012 à l'Olympia
http://tedxparis.com
O que fazer para melhorar o cérebro?
PODER: O que fazer para melhorar o cérebro ?
Resposta: Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, reclamando de tudo, com a auto estima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter alegria. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a auto estima no ponto. PODER: Cabeça tem a ver com alma? PN: Eu acredito que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo. Isto comprova que os sentimentos se originam no cérebro e não no coração. PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha? PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor. PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro? PN: Todo exagero. Na bebida, nas drogas, na comida, no mau humor, nas reclamações da vida, nos sonhos, na arrogância,etc. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro muito bom num corpo muito maltratado, e vice-versa. PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia? PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente que te faz infeliz. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça. PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer? PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem mentalmente ,com saúde e bom aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha. PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas? PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando. Você acredita em Deus? PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vamos até a família e dizemos: "Ele está salvo". Aí, a família olha pra você e diz: "Graças a Deus!". Então, a gente acredita que não fomos apenas nós, que existe algo mais, independente de religião. |
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Caro Leitor,
Publico na integra esse artigo, pois é muito relevante.
Cida Medeiros
O efeito de uma leitura. Neurociência
Um estudo revela algo importante sobre a influencia de uma leitura na ativação de determinadas áreas do cérebro. Uma informação importante, principalmente para comprovar o funcionamento das áreas cerebrais a partir de vários estímulos externos.
Cida Medeiros
"Os amantes da literatura não cansam de afirmar que um bom livro pode ser tão emocionante quanto um filme, ou mesmo quanto a vida real. E eles estão certos, segundo um estudo holandês.
De acordo com a pesquisa, a área do cérebro ativada quando uma pessoa lê e imagina
uma cena é a mesma que é ligada quando a imagem está em uma tela de cinema.
Os cientistas já sabiam que a mesma região cerebral era ativada quando sentimos uma emoção e quando vemos alguém sentindo a mesma emoção. Agora, em um artigo na revista científica "PLoS", a equipe da Universidade Groningen confirmou que o mesmo acontece quando lemos a respeito.
Para obter os resultados, o grupo contou com a ajuda de voluntários. Em um primeiro momento, eles tiveram seus cérebros monitorados enquanto viam cenas de três segundos de duração de um ator tomando uma bebida e fazendo cara feia por causa do gosto. Depois, o mesmo grupo teve que ler e imaginar cenas nada agradáveis: por exemplo, andar pela rua, trombar com um bêbado que vomita e depois perceber que o vômito caiu na própria boca do voluntário.
Em ambos os casos, a mesma área do cérebro entrou em ação, aquela que é ativada quando sentimos nojo e náuseas. Pessoas com algum problema nessa área são capazes de beber leite estragado como se fosse refrigerante.
É por isso que ver um filme ou ler um livro nos faz sentir como se estivéssemos experimentando aquilo em primeira pessoa. Para um dos autores do estudo, Christian Keysers, a notícia é excelente e deve servir de estímulo para que as pessoas leiam mais em um mundo dominado pela mídia visual."
Fonte: www.globo.com. br
Universidade de Stanford e Dalai Lama
A Missão desse Instituto é criar um ambiente multi-disciplinar onde o altruismo e a compaixão, praticas budistas possam ter uma consistente base cientifica.
Segundo o jornal, Las Tampas.it a Universidade de Stanford, recebeu uma grande soma de dinheiro de Dalai Lama para implantar um instituto de pesquisa e ensino interdisciplinares na compaixão e altruísmo: "O Centro de compaixão e altruísmo de Investigação e Educação (CCAR), representando os mais avançados neste campo emergente de estudos.
Agora a Universidade de Stanford, tem um centro de pesquisas financiados pelo Dalai Lama e outros filantropos para pesquisa das atividades neurologicas e o a linguagem da vida mental, em atividades meditativas.
Nos últimos anos, os aspectos pró-sociais do comportamento humano passaram a ser objecto de investigação científica na fronteira entre a evolução, a etologia, genética, neurociência, psicologia, filosofia, economia, sociologia. Empatia é a experiência por trás de todas as formas pelas quais passamos para outro. Empatia (literalmente "sentir") e compaixão (sofrer com) constituem um círculo emocional que se alimenta e é amplificada, tornando-se cada vez mais ricos e alcance universal da realidade a que temos acesso, incluindo todos os seres vivos, plantas os animais. É uma ampliação da consciência, ou, para citar o Dalai Lama, uma extensão de nossa mente.
Dalai Lama, premio Nobel da Paz em 1989, busca unir a ciencia e a espiritualidade como um caminho de maior esclarecimento à respeito dos beneficios de uma vida mais Espiritualizada.
Dalai Lama, sustenta a idéia que a mente mais compassiva, mais calmo e com mais empatia, é fundamental para uma vida feliz, que ele chama de ética secular. "
Vamos viver Compassivamente? E de modo Altruísta?
Cida Medeiros
Maternidade e o Vinculo Afetivo por Cida Medeiros
Um estudo promovido pela Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, juntamente com outras universidades e institutos revelam que o contato do bebê com a mãe através da amamentação liberam um hormônio que produz na criança a confiança.
O que confirma que as substâncias neurológicas produzidas pelo cérebro promovem os sentimentos de bem estar ou mal estar.
A relação que se estabelece entre a criança e a mãe tem um fator bioquímico envolvido, promovendo uma maior ligação da mãe com a bebê.
O Hormônio secretado pela hipotálamo é chamado de oxitocina e é responsável por promover o sentimento de confiança e a redução do medo na criança.
[Parte 1/2] Meu Derrame de Percepção - Legendado
Essa assunto que esta fartamente veiculada na internet, vem contribuir para a responsabilidade do pensar e até do poder da intenção.
E como nossas escolhas contribuem ou não para o sucesso de nossas realizações.
Em Reportagem vinculada na revista época na semana do dia 16 de junho de 2208, relata a experiência de como uma Médica americana se recuperou de um “derrame cerebral” com muito exercício e pensamento positivo.
Cida Medeiros
Leiam a matéria abaixo:
A FORÇA DA MENTE CONTRA O DERRAME
“Quando acordou na manhã de 10 de dezembro de 1996, a americana Jill Bolte Taylor sentiu uma dor incomum atrás do olho esquerdo. Ela tomou café e seguiu para os exercícios matinais… No banho, já com a visão turva e sem distinguir onde era o começo e o final do próprio braço, ela se deu conta que estava tendo um derrame”.
Derrame Cerebral e o Pensamento Positivo
Essa assunto que esta fartamente veiculada na internet, vem contribuir para a reflexão sobre o quanto somos responsáveis no processo de auto-cura.
E como nossas escolhas contribuem ou não para o sucesso de nossas realizações.
E claro, que uma boa dose de amor próprio.
Nessa Reportagem veiculada na revista época na semana do dia 16 de junho de 2008, relata a experiência de como uma Médica americana se recuperou de um “derrame cerebral” com muito exercício e pensamento positivo.
Cida Medeiros
Leiam a matéria abaixo:
A FORÇA DA MENTE CONTRA O DERRAME
“Quando acordou na manhã de 10 de dezembro de 1996, a americana Jill Bolte Taylor sentiu uma dor incomum atrás do olho esquerdo. Ela tomou café e seguiu para os exercícios matinais… No banho, já com a visão turva e sem distinguir onde era o começo e o final do próprio braço, ela se deu conta que estava tendo um derrame”.
E como nossas escolhas contribuem ou não para o sucesso de nossas realizações.
E claro, que uma boa dose de amor próprio.
Nessa Reportagem veiculada na revista época na semana do dia 16 de junho de 2008, relata a experiência de como uma Médica americana se recuperou de um “derrame cerebral” com muito exercício e pensamento positivo.
Cida Medeiros
Leiam a matéria abaixo:
A FORÇA DA MENTE CONTRA O DERRAME
“Quando acordou na manhã de 10 de dezembro de 1996, a americana Jill Bolte Taylor sentiu uma dor incomum atrás do olho esquerdo. Ela tomou café e seguiu para os exercícios matinais… No banho, já com a visão turva e sem distinguir onde era o começo e o final do próprio braço, ela se deu conta que estava tendo um derrame”.
A visão e o cérebro
Imaginem ainda o que esta por vir...
Vale a pena ler.
Cida Medeiros
Movimento da pupila antecipa momento da tomada de decisão
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RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo
Quando estamos olhando para um objeto, antes mesmo de conseguirmos reconhecê-lo já o analisamos e já "julgamos" como devemos tratá-lo. Essa é a maneira inusitada com que a visão opera no cérebro, conforme demonstra um estudo publicado na edição de desta terça-feira (5) do periódico científico "PNAS".
Num elegante experimento que demonstrou o fenômeno, um grupo liderado por Olivia Carter, do Laboratório de Ciências Visuais da Universidade Harvard, dispensou modernas tecnologias de mapeamento cerebral. Para saber o que se passava na cabeça das pessoas, bastou a ela observar os olhos das pessoas, e o comportamento das pupilas revelou tudo.
No experimento, voluntários foram apresentados a uma série de imagens ambíguas. Uma delas era o "cubo de Necker", uma figura clássica de ilusão de óptica, que dá margem a uma dupla interpretação sobre sua perspectiva.
Quando olhavam para o cubo, os voluntários relatavam de tempo em tempo qual das duas perspectivas parecia real. Mas eles mudavam de idéia o tempo todo. Enquanto acompanhava o que as pessoas diziam, a pesquisadora também monitorava o diâmetro de suas pupilas. Ela percebeu que, em alguns momentos, as pupilas dos voluntários sofriam um espasmo, dilatando-se, e logo em seguida eles "trocavam" de idéia sobre a interpretação da imagem.
A neurocientista Carter, porém, sabia que a dilatação de pupilas estava ligada a um fenômeno interno no cérebro: a reação em cadeia de uma molécula chamada norepinefrina, transmissora de impulsos nervosos.
Quando ativada em um setor do tronco cerebral --estrutura que conecta o cérebro à medula espinhal--, essa substância provoca o alargamento da pupila.
Atitude
Esse mesmo mecanismo está associado também à tomada de iniciativa. A norepinefrina age no momento em que uma pessoa deixa de analisar um problema para pôr a mão na massa e começar a resolvê-lo. Carter descobriu que essa via de transmissão de impulsos nervosos, que impele as pessoas à ação, é a mesma que inconscientemente obriga as pessoas a escolherem uma das interpretações da visão que lhes é apresentada.
"A evidência atual sugere que esse complexo está envolvido em otimizar o equilíbrio entre "aproveitar" (continuar fazendo o que se faz) e "explorar" (libertar-se e escolher uma das alternativas possíveis)", escreveram Carter e colegas na "PNAS".
É como se fosse o instante em que uma pessoa prestando vestibular se dá conta de que não sabe resolver uma questão e "chuta" uma das alternativas.
A neurociência, afinal, está mostrando que o mero ato de olhar já implica em uma tomada de decisão.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u369738.shtml
Derrame Cerebral da Neurocientista Jill Taylor
Após derrame, neurocientista alcança "o nirvana"
Leslie KaufmanA neurocientista Jill Bolte Taylor trabalhava no centro de pesquisa cerebral
da Universidade Harvard quando chegou ao nirvana. Mas o fez tendo um
derrame. Em 10 de dezembro de 1996, Taylor, que então tinha 37 anos, acordou
em seu apartamento perto de Boston com uma dor penetrante por trás do olho.
Um vaso sangüíneo havia estourado em seu cérebro.
Em poucos minutos, o lobo cerebral esquerdo - a fonte do ego, da análise, do juízo e do contexto - começou a falhar. Estranhamente, a sensação era ótima.
O ruído incessante que costumava ocupar seus pensamentos desapareceu. As
preocupações cotidianas de sua vida - sobre seu irmão esquizofrênico e seu
emprego desgastante - romperam as amarras e se foram. E suas percepções
também mudaram. Ela começou a perceber os átomos e moléculas de seu corpo e
como eles se combinavam com o espaço que a cercava; o mundo todo e as
criaturas que ele contém eram todos parte do mesmo, e magnífico, campo de
energia reluzente.
"Minha percepção das fronteiras físicas deixou de estar limitada ao contato
de minha pele com o ar", escreveu Taylor em My Stroke of Insight, seu livro
de memórias, que acaba de ser publicado. Depois de experimentar dor intensa,
ela afirma, seu corpo se desconectou de sua mente. "Eu me sentia como um
gênio libertado da garrafa", afirma no livro. "A energia do meu espírito
parecia fluir como uma grande baleia percorrendo um mar de euforia
silenciosa".
Enquanto seu espírito ascendia, seu corpo lutava pela sobrevivência. Ela
tinha um coágulo do tamanho de uma bola de golfe no interior da cabeça, e
sem o uso do hemisfério esquerdo do cérebro, ela perdeu funções analíticas
como a capacidade de falar, de compreender números ou letras e,
inicialmente, até a de reconhecer sua mãe.
Um amigo a levou ao hospital, onde passou por uma cirurgia, seguida por oito
anos de recuperação. O desejo de contar aos outros sobre o nirvana, conta
Taylor, a motivou fortemente a reintroduzir seu espírito no corpo e se
curar.
A história de Taylor não é comum entre os pacientes de derrames. As lesões
no lobo esquerdo do cérebro em geral não conduzem a uma prazerosa
iluminação; as pessoas muitas vezes afundam em um estado de irritabilidade
constante, e perdem o controle de suas emoções. Taylor também foi ajudada
pelo fato de que o hemisfério esquerdo de seu cérebro não foi destruído, e
isso provavelmente explica porque ela conseguiu se recuperar plenamente.
Hoje ela se diz uma nova pessoa, capaz de "penetrar a consciência de meu
hemisfério direito" sempre que assim deseja, e de ser "uma com a totalidade
da existência". E ela diz que isso nada tem a ver com a fé, e sim com a
ciência. Taylor oferece profunda compreensão pessoal a algo que havia
estudado por muito tempo: a grande diferença entre as personalidades das
duas metades do cérebro.
O hemisfério esquerdo em geral nos fornece contexto, ego, tempo, lógica. O
hemisfério direito nos oferece criatividade e empatia. Para a maioria das
pessoas de fala inglesa, o hemisfério esquerdo, que processa a linguagem, é
dominante. A percepção de Taylor é que isso não tem necessariamente de ser
verdade.
A mensagem dela, a de que as pessoas podem escolher viver uma vida mais
pacífica e espiritual deixando de lado a porção esquerda do cérebro, atrai
muita gente.
Em fevereiro, ela palestrou na conferência TED, sobre tecnologia, meio
ambiente e design, um fórum anual para a apresentação de idéias científicas
inovadoras. O resultado foi eletrizante. Depois que sua palestra de 18
minutos foi postada no site da TED, ela se tornou uma espécie de celebridade
instantaneamente.
Mais de dois milhões de pessoas assistiram ao vídeo, e mais de 20 mil ao dia
continuam a fazê-lo. Ela também concedeu uma entrevista veiculada no site de
Oprah Winfrey e foi escolhida como uma das 100 pessoas mais influentes do
mundo em 2008, pela revista Time.
Também recebe mais de 100 e-mails de fãs ao dia. Alguns deles são cientistas
especializados no estudo do cérebro, fascinados com o fato de que uma colega
tenha sofrido um derrame e agora tenha podido retornar e traduzir essa
experiência nos termos que eles estão acostumados a empregar. Outros são
vítimas de derrames ou profissionais de saúde que trabalham nessa área,
interessados em contar suas histórias e em agradecê-la pela franqueza.
Mas muitos dos que a procuram têm interesse em fenômenos espirituais,
especialmente budistas e praticantes de meditação, para os quais a
experiência pela qual ela passou confirma sua crença de que existe um estado
de alegria ao qual se pode chegar.
Taylor decidiu estudar o cérebro - e obteve um doutorado em ciências com
especialização em neuroanatomia -, porque seu irmão enfrentava uma doença
mental e sofria ilusões de que estava em contato direto com Jesus. E de seu
antigo laboratório de pesquisa em Harvard, ela continua a falar em defesa
das pessoas mentalmente doentes.
Mas reduziu sua carga imensa de trabalho. Ela vive em beco arborizado a
alguns minutos de distância da Universidade de Indiana, onde fez seu curso
de graduação e onde hoje leciona na Escola de Medicina.
O vestíbulo da casa está pintado de uma cor púrpura intensa. Ela recebe os
visitantes com abraços calorosos e, quando fala, seus olhos de um azul
pálido não se desviam dos olhos de seus interlocutores. Solteira, ela vive
com seu cachorro e dois gatos, e não hesita em definir sua mãe, 82 anos,
como sua melhor amiga.
Taylor diz que escreveu suas memórias porque acredita que haja muito de
aproveitável em sua experiência, no que tange à recuperação de pacientes de
trauma cerebral.
Quanto a questões mais sérias, como a paz mundial, ela diz que não sabe como
atingi-la, mas acredita que o hemisfério direito do cérebro possa ajudar -
ao menos foi o que disse na conferência TED. "Creio que quanto mais tempo
usarmos os circuitos de paz de nosso hemisfério direito, mais paz
projetaremos no mundo, e mais pacífico será o planeta". Quase parece
ciência.
Fonte:
Tradução: Paulo Migliacci ME
The New York Times
http://noticias. terra.com. br/ciencia/ interna/0, ,OI2924685- EI298,00. html
Fonte Original
Neurociência contribuindo para o Aprendizado
Essa materia vem contribui com informações que demonstram o avanço da ciência.
Um programa de treinamento da Universidade, permite realizar uma ativação de áreas adormecidas do cérebro, permitindo a capacitação de indivíduos com problemas de aprendizagem.
Vale a pena ler.
Cida Medeiros
» Saúde em foco
Cientistas da Universidade Carnegie Melon, de Pittsburgh demonstraram com que em alunos com problemas graves de leitura e compreensão, áreas do cérebro que estavam inativas podem ser ligadas com treinamento.
Os alunos, todos do quinto ano, foram avaliados através de técnicas especiais de ressonância nuclear magnética antes e após o período de recuperação. Os exames permitiram aos pesquisadores determinarem através da medição do fluxo sanguíneo para o cérebro, durante as atividades escolares, os padrões de ativação.
Nos alunos classificados como disléxicos, determinadas regiões do cérebro eram menos ativadas. A area parietotemporal mostrou padrões bastante diferentes entre os alunos considerados normais e os com dificuldades de leitura.
Como os cientistas acreditavam na plasticidade, ou seja, na capacidade do cérebro humano de se adaptar e ativar regiões que antes não eram muito utilizadas, um programa especial de reforço foi traçado para essas crianças.
Foram 100 horas de treinamento especial em leitura e compreensão. O objetivo era superar a dificuldade de associação entre os sons das letras e suas formas escritas.
Outra descoberta importante do estudo foi a de que somente 10% das crianças apresentavam problemas visuais e dislexia, o que diverge da crença comum.
Os exames de ressonância foram aplicados antes e após o reforço e um ano após. Todas as crianças do quinto ano foram submetidas a mesma bateria de testes para permitir a comparação.
Após o treinamento e no exame de revisão com um ano, as crianças disléxicas que tinham recebido o reforço especial mostravam padrões cerebrais semelhantes aos das crianças ditas normais.
Esse estudo mostra que o cérebro humano é capaz de ser "reprogramado" com estímulos especialmente dirigidos e permitir que todos possam demonstrar suas potencialidades.
O trabalho em questão está publicado na edição de agosto da revista "Neuropsycologia" .
Cida Medeiros
Mente e Doença
Caro leitor,
Esse artigo fala sobre, as conseqüências do stress gerado pela vida moderna, os conflitos emocionais, ansiedade e outros distúrbios,
confirmando a influencia sobre a saúde. Nesse artigo, o autor refere-se ao Floral como placebo, isso não é verdade, o floral age nos campos sutis e com isso muda a ressonância vibratória do individuo. É importante notar que o próprio Governo Britânico decidiu regularizar as terapias alternativas e oferecer apoio para que o Conselho para a Saúde Natural fiscalize e atribua penalidades e
responsabilize os que praticam a profissão de forma desonesta, com isso, reconhecendo e validando o efeito curativo e real dos tratamentos alternativos. O que justifica o crescimento dessa categoria de profissionais em todo mundo.
Vale a pena ler essa matéria com o devido crivo analítico.
Cida Medeiros
Esse artigo fala sobre, as conseqüências do stress gerado pela vida moderna, os conflitos emocionais, ansiedade e outros distúrbios,
confirmando a influencia sobre a saúde. Nesse artigo, o autor refere-se ao Floral como placebo, isso não é verdade, o floral age nos campos sutis e com isso muda a ressonância vibratória do individuo. É importante notar que o próprio Governo Britânico decidiu regularizar as terapias alternativas e oferecer apoio para que o Conselho para a Saúde Natural fiscalize e atribua penalidades e
responsabilize os que praticam a profissão de forma desonesta, com isso, reconhecendo e validando o efeito curativo e real dos tratamentos alternativos. O que justifica o crescimento dessa categoria de profissionais em todo mundo.
Vale a pena ler essa matéria com o devido crivo analítico.
Cida Medeiros
Mente e Doença Renato M.E. Sabbatini
O que existe de verdade científica em tudo isso ? O conhecimento sobre esta área evoluiu muito a partir da década dos 30s, quando se descobriu a função de uma parte do sistema nervoso que controla as nossos órgãos internos e diversas funções involuntárias, o sistema nervoso autônomo (SNA). Um pesquisador norte-americano, Walter Cannon, ao estudar os fenômenos fisiológicos que acompanham as emoções em seres humanos e animais, observou que, ao enfrentar uma situação de perigo, o nosso organismo passa por uma profunda alteração interna. Uma parte do SNA, chamada sistema simpático, é acionada e dilata as pupilas, diminui o fluxo sanguíneo para a pele e aumenta para os músculos, cérebro e coração, dilata as artérias coronárias, aumenta o metabolismo pela descarga de adrenalina, a freqüência cardíaca e respiratória, etc. Tudo isso tem uma função biológica, que é a de preparar o organismo para a luta, para a defesa ou para a fuga, e dura alguns minutos, pois é uma reação de emergência.
No caso de uma situação crônica de distúrbio emocional ou psicológico, essa reação se perpetua, causando numerosas disfunções e até danos orgânicos permanentes, como entupimento das coronárias, úlceras estomacais e duodenais, etc. O médico e pesquisador canadense Hans Selye, em 1950, batizou essa reação de estresse. Ele descobriu que existe uma enorme ativação do eixo hipófise-adrenal. Estas glândulas secretam hormônios importantíssimos, que controlam muitas de nossas funções metabólicas e fisiológicas internas, que vão desde o ciclo menstrual e a produção de espermatozóides, até a reação à inflamação e a agentes bacterianos externos. O estado de saúde dos tecidos, do sistema imunológico, etc., é profundamente alterado por alguns desses hormônios, como os corticoesteróides. As emoções negativas e o estresse crônico, então, têm a capacidade de afetar nossa resistência às doenças, e que pessoas sujeitas a eles podem ficar doentes, surgindo as enfermidades psicossomáticas.
Mais recente, um ramo da medicina chamada psiconeuroimunologia, tem estudado a relação entre o sistema imunológico, que nos protege contra diversos desvios da estabilidade interna, e os distúrbios psíquicos. Já se sabe, por exemplo, que o estresse e a ansiedade crônicas, bem como a depressão, trazem profundas alterações em nossa capacidade de nos defendermos imunológicamente. Se uma pessoa fica doente por razões puramente orgânicas (por exemplo, desenvolve AIDS), sua reação interna de combate ao organismo invasor e a resistência a doenças oportunísticas é grandemente alterada pela psique. Até mesmo o câncer pode ser favorecido nas pessoas cronicamente deprimidas em função, por exemplo, da perda de uma pessoa amada, de uma separação ou morte de um filho.
Não se conhece exatamente quais são os mecanismos envolvidos na alteração patológica do sistema imune pelo cérebro, mas já temos algumas idéias. Uma parte do nosso cérebro estreitamente ligada ao comportamento emocional, que se chama hipotálamo, secreta vários hormônios liberadores, que atuam sobre a hipófise, ativando-a ou inibindo-a. Esta, por sua vez, faz o mesmo com diversas glândulas-alvo. Por exemplo, um dos hormônios envolvidos na reação imune, que é o ACTH, ou corticotropina, é secretado pela hipófise em resposta ao neurohormônio hipotalâmico chamado CRH. A corticotropina afeta a secreção dos corticoesteróides, que modulam, entre outras coisas, as reações inflamatórias dos tecidos e a produção de anticorpos. Também existem fortes evidências de que o mecanismo genético das células é alterado pela secreção aumentada do cortisol. A função dos genes é alterada, assim como a síntese de proteínas, e a permeabilidade da membrana das células, podendo levar à morte dos neurônios, se eles forem estimulados em excesso (excitotoxicidade).
Tudo isso nos mostra que existe uma relação estreita entre mente e doença. O corolário é que quanto mais saudáveis formos, do ponto de vista emocional e psíquico, melhor será para nossa saúde orgânica. Os antigos já diziam que o bom humor afasta as doenças, e isso é uma verdade, agora sabem os cientistas. A vida moderna traz estresses tremendos e duradouros para muitas pessoas. A competição, o autoritarismo no emprego, a agressividade entre as pessoas, o trânsito confuso e perigoso, o medo de ser assaltado ou assassinado ou de perder o emprego, as aglomerações, enfim, tudo isso está afetando enormemente a saúde das pessoas. A relação mente-corpo também explica muitos efeitos terapêuticos da medicina convencional e o aparente sucesso das medicinas alternativas. Se a pessoa acredita que vai ser curada por alguma coisa, como florais de Bach ou outro placebo qualquer, ela realmente pode se auto-curar, através da modulação do sistema imunológico pela mente. Este fenômeno tem sido reconhecido universalmente, e se denomina shamanismo, ou seja, é o que acontece quando um curandeiro primitivo (shaman) promove curas pelo efeito de sua simples autoridade "miraculosa" e conexão com os "espíritos maléficos", que obedecem aos seus comandos de abandonar o corpo do pobre doente. A medicina moderna não consegue escapar desse fenômeno, embora tenha hoje em seu arsenal drogas, cirurgias e outros meios curativos poderosíssimos. Até mesmo o efeito pós-cirúrgico de uma operação complexa e radical, como um transplante cardíaco, pode ser afetado, em ultima análise, pelas reações psíquicas do paciente.
Publicado em: Jornal Correio Popular, Campinas, SP
Renato M.E. Sabbatini é doutor em neurofisiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto. Realizou pesquisas como cientista convidado e para o seu pós-doutorado no Instituto Max Planck de Neurobiologia em Munique, Alemanha. Atualmente é coordenador de Informática Médica e professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP. Dentre suas inúmeras atividades, destaca-se também a de editor associado e presidente do conselho editorial da revista on-line "Cérebro & Mente".
Email: sabbatini@nib.unicamp.br
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